Wednesday, October 01, 2008

Apetece ler Reynold

Le Portugal est prédestiné a être un État chrétien, un État Catholique. Toutes les fois qu'il oublie, il se retrouve nu comme Adam après le péché. Nu, c'est-à-dire un petit pays divisé, décadent, sans raison d'être. Le régime de Salazar n'est-il point le préliminaire, la préparation de l'État chrétien?

Assim escreveu Gonzague de Reynold em Portugal (1936). De facto, o "oubli" português ocorreu, outra vez, em '74 - e parece definitivo.

4 Comments:

At 02 October, 2008 13:51 , Anonymous Anonymous said...

Quarta-feira, Outubro 01, 2008
Comments (2)

O Mito do Aristides – Adenda

Acaba de me chegar às mãos um exemplar de “Uma Autobiografia Disfarçada” do Embaixador Hall Themido. No meio de alguns capítulos de interesse, encontra-se um capítulo dedicado à mitificação da figura de Aristides de Sousa Mendes de que transcrevo algumas passagens, de forma a que se possa compreender o que se terá passado na elaboração de uma personalidade recentemente proclamada como figura ímpar da nossa história.
Fala o autor.

“Com alguma surpresa, a meio da minha estada em Washington, talvez em 1976, a Embaixada começou a receber pedidos de informação sobre Sousa Mendes (...) Compreendi que iniciava uma campanha para enaltecer a figura daquele colega e denegrir Salazar.”

“A essa meritória tarefa de salvar judeus ficaram associadas várias das nossas Missões Diplomáticas, devendo salientar-se, por estar documentada, a acção dos Embaixadores Carlos de Almeida Afonseca Sampaio Garrido e Alberto Carlos de Lis-Teixeira Branquinho, que no seu posto, na Hungria, concederam a judeus numerosos vistos , e até asilo e passaportes de conveniência, afrontando as autoridades locais, já subjugadas pelos alemães.(...) Essa actividade era exercida de forma muito discreta , ao ponto de os nomes dos beneficiados dos vistos não serem sequer comunicados ao Ministério pelos canais habituais, para evitar que chegassem ao conhecimento dos alemães”

“De forma totalmente irrealista fala-se em trinta mil [vistos], concedidos em apenas alguns poucos dias, pelo cônsul e seus familiares, de forma cega, no Consulado e até nos cafés da vizinhança.”

“Este assunto, ressuscitado decorridos mais de trinta anos, apimentado com a “invenção” de que se tratou de um gesto de oposição ao regime, tornou-se bandeira ao serviço de todos os que criticam o Estado Novo.”

“É difícil emitir opinião sobre o que levou um funcionário com uma carreira apagada a desrespeitar instruções. Ignorando relatos britânicos que mencionavam alguns desses vistos terem sido pagos, e pondo de lado um ataque súbito de demência, fica como única hipótese credível estarmos perante alguém que compreendeu (...) que tinha de assumir as responsabilidades de salvar refugiados em perigo de vida.”

“Neste quadro, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, a sua hierarquia de funcionários (...), bem como as leis e os regulamentos que regiam esse departamento são ignorados. Como se não existissem. O odioso recai só sobre Salazar. É esse o mito criado por judeus e pelas forças democráticas saídas do 25 de Abril.”

“Ocorre-me perguntar o que aconteceria hoje se, hipoteticamente, o cônsul de Portugal num país africano, flagelado por doenças altamente contagiosas ou a guerra, decidisse conceder vistos para Portugal por razões humanitárias e sem a necessária autorização.”

“O processo disciplinar que lhe foi movido quando era cônsul em Bordéus foi o último de vários de que foi alvo ao longo da carreira, quase sempre por abandono do posto ou concussão. Pelos vistos, Aristides de Sousa Mendes, além de viver acima dos seus meios, o que tinha reflexos nas contas consulares, gostava de abandonar os postos, sem autorização, para visitar Paris, segundo se dizia movido por razões sentimentais. Como tem acontecido em outros casos mediáticos, a maioria desses processos disciplinares desapareceu misteriosamente do Arquivo Geral...”

“E não pode deixar de surpreender a falta de empenho dos sectores interessados nesses assuntos em louvar também os Embaixadores de Portugal que, nos seus postos e cumprindo instruções, concederam vistos à grande maioria dos cerca de oitenta mil refugiados que entraram no nosso país durante o conflito.”

João Hall Themido “Uma Autobiografia Disfarçada”, Instituto Diplomático, Lisboa 2008. [pp.169-173]
Etiquetas: Salazar


posted by O Corcunda at 03:01

 
At 02 October, 2008 20:05 , Blogger Carlos Barbosa de Oliveira said...

Soube da existência deste blog, no jantar de ontem do Corta-fitas. Vim ver e gostei. Vou comprar o bilhete de passageiro frequente.

 
At 03 October, 2008 10:45 , Blogger Euro-Ultramarino said...

Caro Carlos,
Obrigado pela gentileza. Aqui o esperamos.
Um abraço.

 
At 04 October, 2008 16:40 , Anonymous Anonymous said...

Não penso que seja esse o nosso destino, que Deus não o permita!
O que me parece, sobretudo porque o tempo vai passando e não tarda perfazem-se 40 anos deste completo inferno, é que estes que implantaram este regime apelidado de democracia, mas que não passa de um regime de ladroagem, corrupção, traficância, criminalidade e pedofilia, aliás esta é tão só a finalidade de todas as democracias, juraram a pés juntos que se o odiado Salazar, não sendo um 'democrata', governou o país durante 40 anos, então eles, que proclamam serem-no desde que nasceram, maior razão têm para o governarem pelo mesmo período de tempo ou até mais, se possível. O quê? O regime 'democrático' abrileiro das amplérrimas liberdades durar menos tempo do que a 'ditadura férrea' salazarista? É que nem pensar nisso! Se antes não forem escorraçados pelos portugueses, evidentemente.
E quem mais o deve ter jurado (ao diabo, porque
com Deus ele não quer nada) é esse crápula que odiava Salazar por este ter denunciado com dezenas d'anos de antecedência aquilo que ele se veio a revelar, agora sim, amplamente na abrilada, um traidor e um criminoso da pior espécie que andou todos estes anos a vomitar democracia e liberdade a cada frase proferida com o fim diabólico de, com falinhas mansas mas pérfidas e enganando tudo e todos, conduzir o país ao seu total colapso.
Mas o povo português ainda não disse a última palavra.
Maria

 

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