Culto de um criminoso

Nomeado por Fidel Castro director do forte-prisão La Cabaña, Guevara comandou não só a tortura como a execução de mais de duas mil pessoas. Libertador de povos, considerava os processos judiciais expedientes inúteis e a apresentação de provas algo de importância secundária. Defensor de camponeses e proletários, castigou com fuzilamento os trabalhadores que se atreveram a cruzar os braços. Instructor de tantos jovens idealistas que esquadrinharam continentes para construir o paraíso terrestre, o humanista que se acaba de homenagear em imponente bronze, soube, de forma modelar, ensinar como viver "sedento de sangue" e em função do ódio - do "ódio como factor de luta, o ódio intransigente ao inimigo, que impulsiona o ser humano para além das limitações naturais e o converte numa efectiva, violenta, selectiva e fria máquina de matar".
Enquanto isso, nessa mesma Argentina virada do avesso, malham com os ossos na cadeia os elementos das Forças Armadas que puseram cobro ao terrorismo e à guerrilha comuno-guevarista.
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